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O que você está perdendo por não visitar Milão

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Milão é uma cidade surpreendente, cheia de história, cultura e beleza. Seus lugares turísticos são conhecidos mundialmente, como o Duomo di Milano, a Galleria Vittorio Emanuele II, o Teatro alla Scala e o Castello Sforzesco.

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No entanto, o que muitos visitantes não sabem é que a cidade tem muito mais a oferecer além desses lugares icônicos. Milão guarda tesouros escondidos em suas ruas menos movimentadas, bairros menos conhecidos e locais que poucas pessoas conhecem. São verdadeiros segredos que só podem ser descobertos por aqueles que estão dispostos a se aventurar fora do circuito turístico tradicional.

Neste artigo, convidamos você a explorar conosco esses lugares pouco conhecidos de Milão e se surpreender com tudo o que a cidade tem a oferecer. Prepare-se para desvendar os segredos mais bem guardados de Milão!

Milão
Igreja San Maurizio Al Monastero Maggiore – Fonte: Pixabay

A Milão que todos conhecem

Esta linda cidade tem uma população de aproximadamente 1 milhão e 400 mil habitantes, sendo uma das maiores cidades do país. É conhecida mundialmente como um centro financeiro importante, onde fica a bolsa de valores italiana e como capital da moda e do design, abrigando algumas das maiores marcas e empresas desses setores.

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A cidade é também famosa por suas lojas de luxo e restaurantes sofisticados. Se você é um amante da gastronomia, encontrará em Milão uma culinária local de alta qualidade e sabores únicos.

A Milão que poucos conhecem

Com uma história rica que remonta ao Império Romano, Milão é uma cidade repleta de atrações históricas e curiosas. Infelizmente, muitas dessas joias são frequentemente esquecidas pelos turistas que buscam apenas as grandes atrações da cidade. Se você é um viajante curioso, vale a pena explorar os bairros menos conhecidos de Milão e descobrir os tesouros escondidos que a cidade tem a oferecer. Você pode se surpreender com o que encontrará.

1) Igreja de San Maurizio Al Monastero Maggiore

A Igreja de San Maurizio al Monastero Maggiore é um dos mais belos tesouros arquitetônicos e artísticos de Milão. A sua história remonta ao período da antiguidade, quando o local onde está a igreja era ocupado por um antigo edifício romano.

No início do século XVI, o Duque de Milão, Francesco II Sforza, decidiu construir um grande mosteiro beneditino no local. O complexo do mosteiro incluía uma igreja, que seria dedicada a San Maurizio, o santo padroeiro dos cavaleiros.

A construção da igreja de San Maurizio al Monastero Maggiore começou em 1503, e levou cerca de 25 anos para ser concluída. A igreja foi projetada por um grupo de arquitetos renomados da época, incluindo Donato Bramante, que também trabalhou na construção da Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Esta igreja foi decorada com afrescos e pinturas de alguns dos maiores artistas do Renascimento italiano, incluindo Bernardino Luini, Antonio Campi e Simone Peterzano. As obras de arte retratam cenas da vida de Cristo, da Virgem Maria e dos santos, e são consideradas algumas das mais belas obras do Renascimento italiano.

Ao longo dos séculos, a igreja de San Maurizio al Monastero Maggiore passou por várias restaurações e modificações. Durante a Segunda Guerra Mundial, a igreja sofreu danos significativos, mas foi restaurada e reaberta ao público na década de 1950.

Hoje em dia, a igreja de San Maurizio al Monastero Maggiore é conhecida como a “Capela Sistina de Milão”. Os visitantes são atraídos pelas suas belas obras de arte e pela sua arquitetura impressionante.

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Endereço: Corso Magenta, 15

2) Cascina Nascosta

A Cascina Nascosta, localizada dentro do Parque Sempione, é um tesouro escondido em Milão, que conta uma história interessante sobre a cidade.

“Cascina” em italiano significa “fazenda”. Foi construída no século XVIII como um celeiro e uma fazenda para a família real da época. Durante anos, foi utilizada para armazenar grãos e outros produtos agrícolas, que eram produzidos nos campos que cercavam a cidade.

Com o passar dos anos, a cidade cresceu e a Cascina Nascosta acabou sendo esquecida. Foi somente em meados do século XX que o governo municipal de Milão decidiu transformar o celeiro em um espaço público, aberto para uso da comunidade local.

Atualmente, o espaço abriga uma escola de equitação, um centro de artes e uma área para eventos e exposições.

É um espaço que celebra a natureza e a sustentabilidade e que conta com hortas comunitárias e um Farmer Market, loja que vende produtos frescos produzidos localmente.

Deve-se fazer a reserva previamente já que o local possui um restaurante/ bar onde se pode fazer um aperitivo em meio a natureza apreciando uma cerveja artesanal.

Endereço: Parco Sempione

3) Quadrilatero Arcobaleno

Na década de 1980, o bairro era habitado por trabalhadores de diversas indústrias da cidade, que ali se instalaram por ser uma área mais barata e acessível. As casas eram pequenas, mal conservadas e a vida na região era difícil. Com o passar dos anos, muitas famílias foram deixando o bairro em busca de condições melhores.

No final dos anos 90, um grupo de arquitetos e artistas italianos decidiu transformar o bairro em um lugar mais colorido e alegre. Eles iniciaram um projeto para pintar as fachadas das casas em cores vibrantes e criar um ambiente mais acolhedor. A ideia era trazer mais vida e alegria para a região, além de ajudar a revitalizar a área.

O projeto foi um sucesso e as casas do Arcobaleno foram pintadas em tons vibrantes de amarelo, azul, verde, rosa e vermelho. Cada casa ganhou uma cor diferente, criando um efeito único e colorido. O resultado foi surpreendente e as casas do bairro se tornaram um ponto turístico em Milão, atraindo visitantes de todo o mundo.

Hoje, o bairro Arcobaleno é um exemplo de revitalização urbana bem-sucedida. As casas coloridas e o ambiente descontraído atraem moradores e visitantes, que se encantam com a atmosfera do lugar. O bairro passou a ser um símbolo da criatividade e da arte em Milão, representando um importante patrimônio cultural da cidade.

Em resumo, a história do bairro Arcobaleno em Milão é um exemplo de como a criatividade e a arte podem transformar um lugar e criar um ambiente mais acolhedor e agradável. As casas coloridas são um testemunho da evolução do bairro, que passou de uma área operária desvalorizada a um dos lugares mais encantadores e vibrantes da cidade.

Endereço: Via Lincoln

4) Restos mortais dos 3 Reis Magos

Acredita-se que os restos mortais dos três reis magos tenham sido levados de Constantinopla a Milão pelo bispo Eustórgio, que teria sido um dos responsáveis pela conversão da cidade ao cristianismo. Eustórgio teria trazido os restos mortais consigo, como um presente para a cidade, e os teria depositado na igreja que leva o seu nome, a Basílica de Sant’Eustorgio.

Durante o século XII, os restos tenham sido levados de Milão para a cidade de Colônia, na Alemanha, por Frederico I, o Barbarossa, que teria os tomados como despojos de guerra após a conquista da cidade.

Os restos mortais teriam sido levados para a Catedral de Colônia, onde permanecem até hoje.

Apenas em 1903, por iniciativa do cardeal Ferrari, é que alguns fragmentos dos restos sagrados dos três reis magos foram devolvidos à Basílica de Sant’Eustorgio, em Milão. Esses fragmentos são mantidos em uma caixa que fica acima do altar dos Magos. Essa caixa contém fragmentos dos restos mortais dos reis magos que teriam sido deixados para trás durante a transferência dos restos para Colônia, na Alemanha, no século XII.

No entanto, a história exata da transferência dos restos mortais dos três reis magos é cercada de lendas e mitos, e ainda há muitas incertezas sobre o assunto. Alguns estudiosos argumentam que os restos mortais nunca estiveram em Milão, e que a história foi inventada para aumentar a importância da cidade como um centro de peregrinação.

Endereço: Piazza Sant’Eustorgio, 3

5) O Jardim Secreto

Numa área super movimentada de Milão é possível encontrar um jardim secreto lindíssimo que até muitos milaneses não conhecem. Antigamente seu acesso era somente para crianças com os pais (inclusive tem ainda um aviso no portão de entrada), mas agora é aberto para todos.

Este jardim faz parte da Villa Belgiojoso e que hoje abriga o Museu de Arte Moderna de Milão. A vila foi edificada no século XVIII e além de linda, é super bem conservada.

No jardim ainda existe um lago dedicado ao amor e nos dias de sol as pessoas levam suas toalhas para deitar e relaxar no gramado. Imperdível!

Endereço: Via Palestro, 16

Fundada há mais de 2 mil anos, Milão é um tesouro de descobertas para quem estiver disposto a explorá-la.

Se você quer realmente conhecer Milão, não deixe de sair do circuito turístico tradicional e se aventurar em suas ruas e bairros menos conhecidos – você não vai se arrepender!

Se você gostou deste artigo, continue aqui a sua leitura sobre O que você está perdendo em não visitar Milão – Parte 2.

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2 comentários em “O que você está perdendo por não visitar Milão”

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